Categoria: Artigos
Data: 27/01/2023
ABORTO - A POLÊMICA DA VIDA
"Era uma tarde de segunda-feira e Maria, em passos lentos dirigia-se ao endereço anotado num papel sujo e amassado que tinha em suas mãos. Por várias vezes, parou no meio do caminho, e com olhar fixo nas letras da amiga que lhe escrevera o bilhete pensou em rasgá-lo e voltar para casa. Seu rosto adolescente, quase menina, de 15 anos, era um misto de suor e lágrimas, que ela agora, tentava disfarçar. Fruto de uma união bem sucedida, Maria aprendeu desde cedo a valorizar uma família, e bem por isso, não conseguia entender sua atitude. Foi uma atitude pensada, é verdade, por quase 15 dias, mas mesmo assim, era difícil aceitar. Aborto... que palavra forte para alguém que acabara de conhecer o sexo. Onde estariam as alegrias, o prazer, a fantasia do que até então era amor. O mundo, para ela, estava se desmoronando. Descobriu que o conto de fadas não existia e que tudo aquilo que parecia um relacionamento perfeito, já não passava de uma doce ilusão; e foi até o fim".
No Brasil, 700 mil adolescentes, de até 19 anos, engravidam a cada ano, e a estimativa do Ministério da Saúde, é que 30% delas recorram ao aborto. O código Penal Brasileiro proíbe, com exceção da gravidez resultante de estupro, incesto ou quando a mãe corre risco de vida. Mesmo assim, os números são assustadores. Por dia, são realizadas no Brasil pelo menos 600 interrupções de gravidez em adolescentes, a grande maioria, por medo da reação dos pais, e em clínicas clandestinas.
Nos Estados Unidos, onde o aborto é permitido, foi aprovada uma pílula para o aborto no início da gravidez. Na França, onde o aborto entre adolescentes é um dos mais sérios e controvertidos assuntos de saúde pública, foi apresentado pela ministra do trabalho, um projeto que permite às menores de idade a interrupção da gravidez sem a autorização dos pais. Para o governo francês, é preciso aceitar que em tempos modernos, as adolescentes têm vida sexual ativa e por isso correm o risco de engravidar. O país começou a distribuir gratuitamente nas escolas secundárias a “pílula do dia seguinte”, sem qualquer burocracia ou necessidade de autorização. A França já tem uma legislação que permite o aborto com até dez semanas de gestação, mas o prazo pode se estender para 12 meses, com o objetivo de reduzir o número de mulheres que vão a Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha para interromper a gravidez após esse prazo.
RELIGIÃO x ABORTO
Entre os cristãos e religiosos, o assunto é polêmico. A igreja católica, desde o século IV, condena o aborto em quaisquer circunstâncias ou estágios, por considerar que desde a sua fecundação, o feto já tem alma. Para os seguidores das doutrinas espíritas, aborto também é crime, mas por razões diferentes daquelas do catolicismo; nesse caso, seria porque pode haver uma “frustração” do espírito, que para eles, estaria sendo reencarnado, e esse espírito poderá se tornar inimigo da mulher que está praticando o aborto, causando-lhe males futuros. Os líderes islâmicos menos conservadores aceitam o aborto até o 4º mês da gestação, porque só um ser com “carne e osso” é um ser humano. Onde não existem doutrinas específicas, não há restrições quanto aos relacionamentos sexuais, e por consequente, ao aborto. Nas religiões orientais, como por exemplo, Budismo e Hinduísmo, onde existe uma predominância do machismo, o homem pode decidir ou não pelo aborto, porque ele é quem daria a vida, pelo sêmen, e a mulher seria apenas portadora de um corpo para proteger o feto.
Para os evangélicos, o aborto provocado é sempre condenável, mas foram os países protestantes os primeiros neste século a adotar legislações mais liberais em relação ao tema, priorizando-se o respeito e o direito à vida da mãe, quando é necessário escolher entre a vida dela e a do feto. Por tudo isso, queridos irmãos, precisamos ter um parecer sobre o assunto.
As estatísticas são alarmantes. O que a igreja pensa sobre o assunto?
Se alguém lhe questionar, o que você tem a dizer? O que a Bíblia diz? Há casos de abortos em sua família?
Certo é que a vida humana está perdendo o valor. O conceito bíblico de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e para a glorificação de Seu nome vem sendo deixado de lado, o que acaba determinando a existência humana não por uma dádiva e graça divina, mas pelos fatores financeiros e sociológicos. Em Portugal e EUA, estima-se que 95% dos abortos provocados ocorrem por conveniência, e não porque a gravidez apresentava qualquer risco à mãe ou ao bebê.
Por outro lado, o conceito de santidade também vem sedo deturpado. Os relacionamentos sexuais ilícitos, fora do casamento, são a cada dia mais comuns, e a conseqüência do pecado acaba gerando outros males para a humanidade.
Alguns defensores do aborto alegam que antes do nascimento, o feto não tem vida, mas a palavra de Deus é clara quanto a isso. No chamado de Jeremias, o próprio Deus lhe disse: "Antes que eu te formasse no ventre materno eu já te conhecia, e antes que saísses da tua mãe, te consagrei, e te constituí profeta às nações", Jr 1:5.
Deus dá a vida, e só a ele cabe o poder de tirá-la. "O Senhor é quem tira a vida e a dá; faz descer à terra e faz tornar a subir dela", I Sm 2:6.
Everett Koop, ex-cirurgião norte-americano, declarou-se um defensor da vida. “Em 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca presenciei um caso em que o aborto fosse a única saída para a sobrevivência da mãe”, disse ao justificar casos raros onde foi provocado o nascimento prematuro da criança para dar à criança e à mãe mais chances de vida.
A Bíblia não cita a expressão: “não abortarás”, mas vários textos ressaltam a importância da vida e do nascimento como uma benção. Foi assim desde a criação do mundo. "E viu Deus tudo quanto tinha criado, e eis que era muito bom... Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a...", Gn 1:28,31.
Ainda de acordo com a Bíblia, um filho de Deus deve ser guiado sempre pelo Espírito, não se acomodando com as mudanças infrutíferas deste mundo. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente", Rm 12:2. Não importa o que diz os novos conceitos, a era moderna, a sociedade. Não importa se eles representam uma barreira à conquista profissional, financeira ou ao lazer. Filhos não são empecilho, são bênçãos! "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão", Sl 127:3.
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DO ABORTO?
O aborto é um processo cirúrgico que pode resultar em grandes complicações. As estatísticas demonstram que após um aborto provocado, a mulher inicia um processo que pode desencadear futuros efeitos: abortos espontâneos; gravidez tubária (aquela de se desenvolve de maneira anormal, nas trompas); nascimentos prematuros; esterilidade; distúrbios emocionais dolorosos e prolongados; além de outras complicações de acordo com o método empregado:
(1) Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores, que provoca insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos;
(2) Perfuração do útero, que acontece quando é usada a colher de curetagem ou o aspirador e provoca infecção e obstrução das trompas, provocando hemorragia, esterilidade e ainda perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
(3) Hemorragias uterinas: Perda de sangue ou fortes hemorragias causadas pela falta de contração do músculo uterino. As perdas de sangue são mais intensas se a gravidez for avançada. Isto provocará a necessidade de transfusão de sangue;
(4) Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto).
(5) Evacuação incompleta da cavidade uterina, prolongando a sucção e a necessidade de fazer uma curetagem imediata. Isto provoca extração de mucosa uterina, formação de aderências no interior do útero e, como conseqüência, esterilidade e freqUentemente amenorréia (ausência de menstruação);
Existem outros métodos e suas consequências; mas o que pra nós importa é:
HÁ JUSTIFICATIVA PARA O ABORTO?
Em primeiro lugar devemos partir do princípio bíblico “não matarás” de Êx 21:13. Se lidarmos com um embrião considerando que não é plenamente humano, o que é então? É subumano? Pode ser tratado como um apêndice, uma extensão descartável do corpo da mãe? A resposta é não! Um neném não nascido é uma obra de Deus que aumenta enquanto se desenvolve.
O Salmista escreveu: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito e entretecido como nas profundezas da terra”, Sl 139:13-15.
O embrião é potencialmente um ser humano – uma parte distinta. Temos o exemplo de João Batista em Lc 1:39-41 “E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressadamente às montanhas, a uma cidade de Judá... ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo”.
O bebê de Isabel embora não tivesse nascido, ficou profeticamente consciente da presença do Messias ainda por nascer. O resultado proveniente dessa saudação não foi comum. O que fora predito sobre o estado santo do menino, que estaria cheio do Espírito Santo desde o ventre materno. Veja Lc 1:15.
QUAIS SÃO AS OBJEÇÕES MAIS COMUNS?
1. De que a mulher tem poder (direito) sobre o seu próprio corpo, ou seja, como indivíduo, ela pode decidir o que fazer. (Já que é assim, porque então esta mesma cidadã não evitou entregar-se a promiscuidade e engravidar?).
2. De que o feto não é considerado um indivíduo. (Já mostramos que é);
3. Outros apresentam Êx 21:22 (mal interpretado). O texto diz: “Se alguns homens pelejarem, e ferir uma mulher grávida, e forem causa de que aborte...”, ou melhor, seu fruto venha para fora (vivo e não morto, ou seja, “sem maior dano”); neste caso era cobrada apenas uma multa. Mas caso a destruição de uma criança não nascida era considerada pelos hebreus como um exemplo da mais bárbara crueldade que exigia o julgamento de Deus. Portanto, não há justificativa para matar um ser humano ainda que de forma embrionária. Aborto é uma maneira de praticar homicídio.
4. E no caso de estupro, incesto ou risco de vida para a mãe, que a legislação brasileira permite?
O que a igreja acha?
Ec 8:8(a). Deus é autor e controlador da vida, e querer matar uma vida embrionária que é preciosa para Deus é crime. Nenhum aborto é justificável. Ainda que a Constituição dê plena cobertura considerando como algo legal. Temos que ter em mente que a nossa dependência é das Escrituras Sagradas, pois nem tudo o que é legal é moral. Tem o homem direito de ser juiz de uma vida informe, criada segundo a imagem de Deus? Tem o homem direito de ser o consumador de uma vida que não veio ao mundo, e que nenhum ato praticou?
Temos consciência de que todos os males na experiência humana são procedentes do pecado, mas um erro não justifica outro. Se alguém por infelicidade foi estuprada, sofreu um grande mal, não podemos reparar um erro praticando outro. É preciso punir o infrator, não a vítima!
"Era uma tarde de segunda-feira e Maria, em passos lentos dirigia-se ao endereço anotado num papel sujo e amassado que tinha em suas mãos. Por várias vezes, parou no meio do caminho, e com olhar fixo nas letras da amiga que lhe escrevera o bilhete pensou em rasgá-lo e voltar para casa. Seu rosto adolescente, quase menina, de 15 anos, era um misto de suor e lágrimas, que ela agora, tentava disfarçar. Fruto de uma união bem sucedida, Maria aprendeu desde cedo a valorizar uma família, e bem por isso, não conseguia entender sua atitude. Foi uma atitude pensada, é verdade, por quase 15 dias, mas mesmo assim, era difícil aceitar. Aborto... que palavra forte para alguém que acabara de conhecer o sexo. Onde estariam as alegrias, o prazer, a fantasia do que até então era amor. O mundo, para ela, estava se desmoronando. Descobriu que o conto de fadas não existia e que tudo aquilo que parecia um relacionamento perfeito, já não passava de uma doce ilusão; e foi até o fim".
No Brasil, 700 mil adolescentes, de até 19 anos, engravidam a cada ano, e a estimativa do Ministério da Saúde, é que 30% delas recorram ao aborto. O código Penal Brasileiro proíbe, com exceção da gravidez resultante de estupro, incesto ou quando a mãe corre risco de vida. Mesmo assim, os números são assustadores. Por dia, são realizadas no Brasil pelo menos 600 interrupções de gravidez em adolescentes, a grande maioria, por medo da reação dos pais, e em clínicas clandestinas.
Nos Estados Unidos, onde o aborto é permitido, foi aprovada uma pílula para o aborto no início da gravidez. Na França, onde o aborto entre adolescentes é um dos mais sérios e controvertidos assuntos de saúde pública, foi apresentado pela ministra do trabalho, um projeto que permite às menores de idade a interrupção da gravidez sem a autorização dos pais. Para o governo francês, é preciso aceitar que em tempos modernos, as adolescentes têm vida sexual ativa e por isso correm o risco de engravidar. O país começou a distribuir gratuitamente nas escolas secundárias a “pílula do dia seguinte”, sem qualquer burocracia ou necessidade de autorização. A França já tem uma legislação que permite o aborto com até dez semanas de gestação, mas o prazo pode se estender para 12 meses, com o objetivo de reduzir o número de mulheres que vão a Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha para interromper a gravidez após esse prazo.
RELIGIÃO x ABORTO
Entre os cristãos e religiosos, o assunto é polêmico. A igreja católica, desde o século IV, condena o aborto em quaisquer circunstâncias ou estágios, por considerar que desde a sua fecundação, o feto já tem alma. Para os seguidores das doutrinas espíritas, aborto também é crime, mas por razões diferentes daquelas do catolicismo; nesse caso, seria porque pode haver uma “frustração” do espírito, que para eles, estaria sendo reencarnado, e esse espírito poderá se tornar inimigo da mulher que está praticando o aborto, causando-lhe males futuros. Os líderes islâmicos menos conservadores aceitam o aborto até o 4º mês da gestação, porque só um ser com “carne e osso” é um ser humano. Onde não existem doutrinas específicas, não há restrições quanto aos relacionamentos sexuais, e por consequente, ao aborto. Nas religiões orientais, como por exemplo, Budismo e Hinduísmo, onde existe uma predominância do machismo, o homem pode decidir ou não pelo aborto, porque ele é quem daria a vida, pelo sêmen, e a mulher seria apenas portadora de um corpo para proteger o feto.
Para os evangélicos, o aborto provocado é sempre condenável, mas foram os países protestantes os primeiros neste século a adotar legislações mais liberais em relação ao tema, priorizando-se o respeito e o direito à vida da mãe, quando é necessário escolher entre a vida dela e a do feto. Por tudo isso, queridos irmãos, precisamos ter um parecer sobre o assunto.
As estatísticas são alarmantes. O que a igreja pensa sobre o assunto?
Se alguém lhe questionar, o que você tem a dizer? O que a Bíblia diz? Há casos de abortos em sua família?
Certo é que a vida humana está perdendo o valor. O conceito bíblico de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e para a glorificação de Seu nome vem sendo deixado de lado, o que acaba determinando a existência humana não por uma dádiva e graça divina, mas pelos fatores financeiros e sociológicos. Em Portugal e EUA, estima-se que 95% dos abortos provocados ocorrem por conveniência, e não porque a gravidez apresentava qualquer risco à mãe ou ao bebê.
Por outro lado, o conceito de santidade também vem sedo deturpado. Os relacionamentos sexuais ilícitos, fora do casamento, são a cada dia mais comuns, e a conseqüência do pecado acaba gerando outros males para a humanidade.
Alguns defensores do aborto alegam que antes do nascimento, o feto não tem vida, mas a palavra de Deus é clara quanto a isso. No chamado de Jeremias, o próprio Deus lhe disse: "Antes que eu te formasse no ventre materno eu já te conhecia, e antes que saísses da tua mãe, te consagrei, e te constituí profeta às nações", Jr 1:5.
Deus dá a vida, e só a ele cabe o poder de tirá-la. "O Senhor é quem tira a vida e a dá; faz descer à terra e faz tornar a subir dela", I Sm 2:6.
Everett Koop, ex-cirurgião norte-americano, declarou-se um defensor da vida. “Em 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca presenciei um caso em que o aborto fosse a única saída para a sobrevivência da mãe”, disse ao justificar casos raros onde foi provocado o nascimento prematuro da criança para dar à criança e à mãe mais chances de vida.
A Bíblia não cita a expressão: “não abortarás”, mas vários textos ressaltam a importância da vida e do nascimento como uma benção. Foi assim desde a criação do mundo. "E viu Deus tudo quanto tinha criado, e eis que era muito bom... Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a...", Gn 1:28,31.
Ainda de acordo com a Bíblia, um filho de Deus deve ser guiado sempre pelo Espírito, não se acomodando com as mudanças infrutíferas deste mundo. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente", Rm 12:2. Não importa o que diz os novos conceitos, a era moderna, a sociedade. Não importa se eles representam uma barreira à conquista profissional, financeira ou ao lazer. Filhos não são empecilho, são bênçãos! "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão", Sl 127:3.
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DO ABORTO?
O aborto é um processo cirúrgico que pode resultar em grandes complicações. As estatísticas demonstram que após um aborto provocado, a mulher inicia um processo que pode desencadear futuros efeitos: abortos espontâneos; gravidez tubária (aquela de se desenvolve de maneira anormal, nas trompas); nascimentos prematuros; esterilidade; distúrbios emocionais dolorosos e prolongados; além de outras complicações de acordo com o método empregado:
(1) Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores, que provoca insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos;
(2) Perfuração do útero, que acontece quando é usada a colher de curetagem ou o aspirador e provoca infecção e obstrução das trompas, provocando hemorragia, esterilidade e ainda perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
(3) Hemorragias uterinas: Perda de sangue ou fortes hemorragias causadas pela falta de contração do músculo uterino. As perdas de sangue são mais intensas se a gravidez for avançada. Isto provocará a necessidade de transfusão de sangue;
(4) Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto).
(5) Evacuação incompleta da cavidade uterina, prolongando a sucção e a necessidade de fazer uma curetagem imediata. Isto provoca extração de mucosa uterina, formação de aderências no interior do útero e, como conseqüência, esterilidade e freqUentemente amenorréia (ausência de menstruação);
Existem outros métodos e suas consequências; mas o que pra nós importa é:
HÁ JUSTIFICATIVA PARA O ABORTO?
Em primeiro lugar devemos partir do princípio bíblico “não matarás” de Êx 21:13. Se lidarmos com um embrião considerando que não é plenamente humano, o que é então? É subumano? Pode ser tratado como um apêndice, uma extensão descartável do corpo da mãe? A resposta é não! Um neném não nascido é uma obra de Deus que aumenta enquanto se desenvolve.
O Salmista escreveu: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito e entretecido como nas profundezas da terra”, Sl 139:13-15.
O embrião é potencialmente um ser humano – uma parte distinta. Temos o exemplo de João Batista em Lc 1:39-41 “E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressadamente às montanhas, a uma cidade de Judá... ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo”.
O bebê de Isabel embora não tivesse nascido, ficou profeticamente consciente da presença do Messias ainda por nascer. O resultado proveniente dessa saudação não foi comum. O que fora predito sobre o estado santo do menino, que estaria cheio do Espírito Santo desde o ventre materno. Veja Lc 1:15.
QUAIS SÃO AS OBJEÇÕES MAIS COMUNS?
1. De que a mulher tem poder (direito) sobre o seu próprio corpo, ou seja, como indivíduo, ela pode decidir o que fazer. (Já que é assim, porque então esta mesma cidadã não evitou entregar-se a promiscuidade e engravidar?).
2. De que o feto não é considerado um indivíduo. (Já mostramos que é);
3. Outros apresentam Êx 21:22 (mal interpretado). O texto diz: “Se alguns homens pelejarem, e ferir uma mulher grávida, e forem causa de que aborte...”, ou melhor, seu fruto venha para fora (vivo e não morto, ou seja, “sem maior dano”); neste caso era cobrada apenas uma multa. Mas caso a destruição de uma criança não nascida era considerada pelos hebreus como um exemplo da mais bárbara crueldade que exigia o julgamento de Deus. Portanto, não há justificativa para matar um ser humano ainda que de forma embrionária. Aborto é uma maneira de praticar homicídio.
4. E no caso de estupro, incesto ou risco de vida para a mãe, que a legislação brasileira permite?
O que a igreja acha?
Ec 8:8(a). Deus é autor e controlador da vida, e querer matar uma vida embrionária que é preciosa para Deus é crime. Nenhum aborto é justificável. Ainda que a Constituição dê plena cobertura considerando como algo legal. Temos que ter em mente que a nossa dependência é das Escrituras Sagradas, pois nem tudo o que é legal é moral. Tem o homem direito de ser juiz de uma vida informe, criada segundo a imagem de Deus? Tem o homem direito de ser o consumador de uma vida que não veio ao mundo, e que nenhum ato praticou?
Temos consciência de que todos os males na experiência humana são procedentes do pecado, mas um erro não justifica outro. Se alguém por infelicidade foi estuprada, sofreu um grande mal, não podemos reparar um erro praticando outro. É preciso punir o infrator, não a vítima!